
2ª conversa: Desigualdades no Acesso à Cultura | 15 outubro
15.10.2026
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Entrada livre (sujeita à lotação)
CULTURA SITUADA
Ciclo de conversas sobre Programação e Cidadania Cultural
setembro – dezembro 2026 | quintas-feira | 18h00
Café-concerto CCC, Caldas da Rainha
Entrada livre
A ideia de acesso à cultura continua marcada pelas incoerências territoriais gerais, pela mobilidade que não lhes dá resposta, pelas condições económicas, sociais e de classe, e pela disponibilidade dos próprios espaços e recursos em confrontarem patrimónios de exclusão. Turvas se tornam as condições que caracterizam um centro e uma periferia, e os elementos que os podem aproximar ou diferenciar. Como garantir que cada pessoa possa desenvolver e viver a sua própria vida cultural no lugar a que quer pertencer, afirmando individualidades, garantindo também um acesso que não deixa ninguém para trás? Propõe-se olhar para as desigualdades de acesso não apenas como uma questão de distância dos equipamentos culturais que se encerra nos seus agentes, antes encara-las como consequência da maneira desarticulada como a cultura e a sua prática têm sido pensadas. São também problemas de redes, transportes, preços, espaços, recursos digitais e capacidade de participação. Que condições permitem construir relações mais fortes entre territórios urbanos, periurbanos e rurais? Como requalificar espaços existentes e colocá-los ao serviço das comunidades? De que forma podem as políticas culturais assegurar um acesso efetivamente universal, desde a infância, às experiências, práticas e recursos culturais?
Francisco Frazão
Francisco Frazão é programador de artes performativas e tradutor. De 2018 a 2026 foi director artístico do Teatro do Bairro Alto. De 2004 a 2017 foi programador de teatro da Culturgest, onde também dirigiu o projecto PANOS. Tem escrito e dado aulas sobre teatro, cinema e literatura. Foi jurado do ICA e da PT – plataforma portuguesa de artes performativas. Foi por três vezes mentor da residência irlandesa MAKE. Traduziu Beckett, Pinter, Tim Crouch, Annie Baker e Dennis Kelly, entre outros.
Denise Santos
Denise Santos, designer gráfica cabo-verdiana nascida em Lisboa, com uma prática que cruza design, investigação e comunicação visual, e que explora relações entre identidade, memória e representação. Desenvolve projetos de identidade, editorial e comunicação em contextos culturais. Desde 2022, integra a FONTE – Associação de Intervenção e Difusão Cultural, coletivo curatorial dedicado à pesquisa interdisciplinar, intercâmbio de conhecimento e intervenção cultural, através de processos colaborativos.
Muriel Lima
Muriel Lima, mestranda de 23 anos em Estudos Comparatistas, graduada em Estudos Gerais, com major em Artes e Culturas Comparadas e minor em Estudos Literários, tem como principais linhas de análise os estudos de género, como foco nas corporalidades presentes na literatura e cinema . Além de colaborar com o projeto Sete Anos Sete Escolas — resultando no convite para palestrar na conferência Youth-Action-Culture: Towards Cultural Democracy, participou no processo de coescrita da Adenda dos Jovens à Carta do Porto Santo — Caldas da Rainha/ Loulé. Como pesquisadora contribuiu para propostas como a do Projeto Caïel, e na produção teatral cooperou enquanto assistente de produção no espetáculo Ré.Medéia.
Tristany Mundu
Tristany Mundu é artista autor, desenvolvendo uma prática que cruza performance, música, escrita, poesia, imagem, cerâmica, pintura e instalação. Em 2018, cofundou o coletivo Unidigrazz. Em 2020, lançou o álbum Meia Riba Kalxa, seguido das minisséries Baxu ku nbae e Au vivu. Estreou-se nas artes visuais com Interferências, no MAAT, e assinou a curadoria de Meia Riba Kalxa na boka mundu, apresentada no Festival Iminente. Como performer conceptual, apresentou-se no Hangar, no Teatro Nacional D. Maria II e na Fundação Gulbenkian. Em 2025, apresentou Cidade à volta da Cidade, no CAM. Frequenta o Mestrado em Artes do Som e da Imagem na ESAD.CR.







