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3ª conversa: Inclusão vs. hierarquias e elitismo | 29 outubro

29.10.2026

quinta-feira, 18:00
PALCO - CCC
  • Entrada livre (sujeita à lotação)

CULTURA SITUADA

Ciclo de conversas sobre Programação e Cidadania Cultural

setembro – dezembro 2026 | quintas-feiras | 18h00

Café-concerto CCC, Caldas da Rainha

Entrada livre

 

Quem decide o que é cultura? E quem fica de fora quando determinadas práticas, linguagens ou pessoas continuam a ser classificadas como «alta» ou «baixa» cultura? As hierarquias do setor cultural não estão apenas nos discursos sobre arte: atravessam estruturas, valores, organogramas, formas de representação e processos de decisão. Falar de inclusão implica, por isso, ir além da presença de diferentes públicos ou da representação pontual de grupos marginalizados. Implica questionar vozes a que nos habituámos, quem ocupa os lugares de decisão, quem tece narrativas e as prioridades das instituições. Como passar de uma inclusão feita a partir das quotas falsas das instituições para formas mais horizontais e coletivas de representação? O que significa reconhecer diferentes experiências e identidades sem as transformar em categorias institucionais? Queremos interrogar as hierarquias que ainda organizam e condicionam o setor cultural e discutir o que seria uma inclusão transformadora à sua raiz e matriz.

Gil Rodrigues Ubaldo, ativista e homem trans de 26 anos, nascido e criado nas Caldas da Rainha, está ativamente envolvido na luta social pelos direitos das pessoas trans e LGBTQ+, tendo organizado, de forma pioneira em Lisboa, a 1.ª Marcha pela Visibilidade Trans, a 1.ª Marcha da Memória Trans e, em Caldas da Rainha, a 1.ª Marcha do Orgulho das Caldas da Rainha, em 2022. Em Lisboa, onde se formou na área do Desporto, exerce hoje como treinador, focado na melhoria na acessibilidade ao desporto por pessoas trans, vendo o movimento como ferramenta de emancipação e autodeterminação.


Marri Rocha (Almada, 2002) é licenciada em Programação e Produção Cultural pela ESAD.CR e frequenta atualmente o Mestrado em Gestão Cultural. Interessa-se pela mediação cultural inclusiva, políticas culturais e democracia cultural, explorando novas linguagens narrativas e recursos digitais em contexto museológico. No âmbito do programa Erasmus BIP, desenvolveu projetos de mediação imersiva com o KMSKA – Museu de Belas-Artes de Antuérpia, a partir de experiências na Bélgica e nos Países Baixos. Integra atualmente a equipa de mediação do CAM – Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.


Jade Aura (2002, Amadora) é artista transdisciplinar, mediadora, produtora cultural e curadora. A sua prática artística cruza audiovisual, pintura, performance, moda, escultura e tatuagem. Através da dissolução dos padrões de género, coloca a corporalidade como rutura, suscitando reflexão sobre as restrições da binariedade. Desenvolve trabalho nas áreas da mediação e dos direitos culturais. Foi coautora da Adenda dos Jovens à Carta de Porto Santo -  Caldas da Rainha/Loulé, com foco nas políticas de inclusão e no questionamento das hierarquias culturais. Foi também relatora da MONDIACULT 2025, sendo uma das representantes jovens de Portugal e coautora do Mondiayouth Perspectives Document.


Àkila, também conhecida como Puta da Silva, é cantora, realizadora e atriz.  Formada em teatro pela universidade federal de Uberlândia e mestre em teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema Àkila é uma das grandes referências da produção artística portuguesa na atualidade. Desde 2020, Àkila conquistou a aclamação do público ao lançar seu primeiro single, Bruxonas. Em 2025 a cantora lançou Vampiros , uma regravação da obra do grande artista português José Afonso. Acompanhado por um vídeo clipe, é o primeiro lançamento do álbum Welcome to Paradise, o novo álbum de trabalho da cantora e que será lançado em 2026. Suas performances inconfundíveis, visuais impactantes, composições políticas e poéticas, embaladas pelo rock, punk e ritmos afro-brasileiros, são alguns dos elementos presentes em suas obras.